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Cartomancia, tarô cigano, baralho cigano, runas, orações

A importância das Cartas na Cartomancia

O modo como tratamos as cartas é muito importante. Evidentemente que uma das premissas básicas no tratamento das cartas é que o baralho a ser utilizado para fins de adivinhação não pode, em hipótese alguma, ter sido utilizado para outro fim. O baralho deve ser novo, comprado preferencialmente com este propósito. É melhor ainda se você ganhar este baralho de um instrutor ou das mãos de alguém que o está orientando de alguma maneira, e que vá, dentre outras coisas, abençoar o seu baralho e dedicá-lo em pensamento para esta finalidade.

Quando o baralho é novo, ele precisa passar por um processo de adaptação, ou de magnetização, para que entre em harmonia com o cartomante. No caso de cartomantes iniciantes, é recomendável que se confeccione um saco pequeno, de pano branco, costurado com linha branca, que deverá ser amarrado com uma fita branca, para o armazenamento do baralho enquanto não se está praticando a cartomancia. É recomendável que, principalmente nos primeiros dias de contato com o baralho, o cartomante iniciante guarde-o embaixo do travesseiro (prática muito interessante para quem não possui ainda uma mesa dedicada à cartomancia). Assim, enquanto dorme, o cartomante mantém um contato prolongado com o baralho, impregnando-o com suas vibrações.

Transcorrido algum tempo de aproximação e magnetização do baralho, o cartomante iniciante poderá armazenar seu baralho (sempre dentro do saquinho branco) numa espécie de altar ou comgá dedicado a este fim.

Apesar de eu haver falado aqui apenas em cartomantes iniciantes, é importante considerar que independentemente do nível de aprendizado ou de prática que um cartomante possua, sempre é necessário que haja um processo de magnetização e aproximação com o novo baralho. Após retirá-lo da embalagem, antes de embaralhar ou de iniciar algum tipo de jogada, é recomendável que o cartomante analise minuciosamente cada uma das cartas, não só à procura de eventuais falhas, mas também com o intuito de reconhecer cada uma das cartas, mentalizando uma a uma o seu significado e o seu papel no baralho. Pode-se ir ordenando as novas cartas, conforme você vai olhando-as, sobre a toalha, separando por nipes, agrupando as figuras, ou qualquer outro tipo de organização que lhe parecer conveniente, mas sempre pensando no significado de cada carta e em seus relacionamentos (se você separa os nipes, por exemplo, pense na razão desta separação, na relação de cada nipe com cada um dos elementos e de cada uma das cartas com aquele nipe). Somente depois de ter verificado e mentalizado cada uma das cartas, passe ao embaralhamento, que deve ser feito com cuidado, devagar, e jamais deve se estender muito.

Importante: nunca embaralhe demasiadamente, por tempo demais, ou em vezes sucessivas. Evite embaralhar vigorosamente. O embaralhamento deve ser suave, sendo que o mais importante não é o intercalamento sem fim das cartas, mas a mentalização que se faz nesse processo.

Tomando todos estes cuidados, o baralho deve durar um bom tempo, mas isso não significa que ele seja eterno. Como tudo que é material, o baralho pode, com o tempo, perder sua função, e você irá perceber claramente quando o baralho perder o seu brilho natural, aquela radiação que traduz perfeitamente sua relação com o mundo imaterial. Quando isso ocorrer, é recomend‡vel que você dê uma destinação honrosa para aquele material que o acompanhou: devolva-o à natureza, da forma que mais lhe agradar. Ele pode ser depositado ao pé de uma árvora (num local isolado, é claro, onde ninguém irá encontrá-lo e utilizá-lo para outros fins), pode ser lançado ao mar ou num rio. Não se esqueça de agradecer por todos aqueles que tornaram aquele baralho mais do que um pedaço de matéria!

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